A maior plataforma de APRs e PTs digitais da América Latina.
O Horus é o produto de Análise Preliminar de Riscos e Permissão de Trabalho eletrônica da suíte industrial B2B da Cesla, empresa de software de segurança industrial onde atuei como Product Designer e UX Research. Hoje processa 2,2 milhões de documentos por ano.
O projeto nasceu de um desafio estratégico: a Cesla evoluiu de consultoria de segurança do trabalho para software, mas carregava um produto legado que apenas transferia o papel para a tela, sem inteligência e sem adequação ao contexto real de uso.
O Horus redesenhou essa jornada do zero, transformando um documento estático em uma ferramenta de inteligência preditiva, com redução de até 50% no tempo de emissão e rastreabilidade total.
documentos processados por ano
no tempo de emissão de documentos
componentes no Design System
O sistema ignorava o campo real.
Lançado em 2008 como o primeiro aplicativo de permissão de trabalho eletrônica do Brasil, o legado digitalizou de forma linear: sol intenso, ruído, pressão operacional e trabalho com luvas ficaram de fora da equação.
Emissão de PT confinada
Técnicos ficavam presos à tela em vez de supervisionar o risco real da operação.
Retrabalho massivo
Metade dos usuários recriava atividades do zero, perdendo histórico e produtividade.
Insegurança jurídica
A falta de clareza no modo offline e os erros operacionais corroíam a confiança no sistema.
Fluxos inconsistentes
Inatividades bloqueavam o fluxo sem transparência, forçando ligações e interrupções constantes apenas para entender o motivo do bloqueio.
Pesquisa, arquitetura e sistema, de ponta a ponta.
Atuei como Product Designer e UX Research Lead do Horus, conduzindo desde a estratégia de discovery até as validações em produção.
Pesquisa de campo
Estratégia de discovery e análise contextual em ambientes industriais reais, com observação participativa.
Arquitetura do produto
Definição da estrutura de informação e dos fluxos de interação alinhados ao modelo mental do técnico.
Design System
Criação e evolução da biblioteca que sustentou o produto e toda a suíte industrial.
ResearchOps
Estruturação do repositório de pesquisas (45+ estudos) e dos rituais de discovery contínuo.
Objetivos do projeto
Mitigar o gargalo de tempo na emissão de autorizações, sem comprometer a segurança.
Garantir integridade jurídica com sincronização robusta e rastreabilidade total.
Eliminar o retrabalho com fluxos inteligentes e cadastros base integrados.
Escalar consistência visual e técnica com um Design System unificado.
Do chão de fábrica ao sistema de design.
Cinco frentes conectaram a observação etnográfica ao produto em produção, e de volta ao campo.

Imersão em campo
Abordagem híbrida e etnográfica, com observação participativa e entrevistas em profundidade in loco para aprender o trabalho real versus o trabalho descrito no legado.
Triangulação de dores
Cruzamento de dados qualitativos de técnicos de segurança e emissores com a análise quantitativa de tickets de suporte apontados como usabilidade crítica.
Definição
Construção das personas Técnico de Segurança/Emissor, Planejador/Validador e Executor/Trabalhador, com mapeamento das jornadas As-Is e To-Be.
Design System
Biblioteca com 120+ componentes em Atomic Design, tokens semânticos e acessibilidade WCAG com contraste mínimo 5:1, pensada para ambientes industriais adversos.
Monitoramento pós-lançamento
Retorno a campo para validar a aderência real do produto, revelando atritos invisíveis em laboratório.
Papel → digitado → impresso → campo → assinado → arquivado. Um fluxo linear que levava até 2 dias.
Fluxo digital contínuo, com sugestão de riscos, assinatura e sincronização: resolvido em minutos.
Desenhar para o contexto, não só para a tela.
Cada decisão respondeu a uma restrição física ou operacional observada em campo e foi refinada com o produto em uso real.
Prioridade ao modo offline
Implementei feedback visual robusto de salvamento local, eliminando a ansiedade em áreas sem conectividade e a dúvida sobre a validade jurídica do documento.
Inteligência proativa
Mudei o modelo de reativo para preditivo: sugestão de riscos e medidas de controle a partir do histórico operacional.
PT-e específica por risco
Substituí o formulário genérico por fluxos inteligentes por tipo de atividade (Altura, Içadeira, Solda), com tabs, filtro “Pendente” com badge de alerta e múltiplas ações principais.
Arquitetura conceitual
Alinhei a hierarquia de prioridade, urgência e atividade ao modelo mental do técnico de campo, e não à lógica interna do sistema.




Menos tempo na tela, mais tempo na segurança.
no tempo de emissão de documentos, com rastreabilidade total
na busca de OS, antes um gargalo de 2min45s em campo
início das atividades, contra 8h30 no processo em papel
Impacto de produto
O laboratório não substitui o campo
A validação pós-lançamento revelou nuances como contraste sob luz solar e comportamento sob alta pressão operacional.
Dado coletado é prevenção
Cada informação registrada passou a alimentar a inteligência que ajuda a evitar o próximo acidente.
De sistema de registro a plataforma de inteligência operacional.
O Horus não foi apenas um redesign: foi a transição da empresa para um produto em que cada dado coletado serve para prevenir o próximo acidente. O case reafirma que a tecnologia só é eficaz quando desenhada com profundo entendimento da jornada física do usuário, e que pesquisa de campo, design system e monitoramento contínuo, juntos, geram valor real de negócio.
